sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Maquinas sensuais – carro nosso de cada dia

*CartaCapital

“Um carro é uma coisa mais simbolicamente rica que poderemos comprar. Nenhum outro artefato requer tanto investimento de energia, dinheiro e paixão para ser produzido. Nenhum outro artefato atrai tanta cobiça e desejo de seus consumidores. Carros são avassaladoramente potentes e há forças racionais e razoáveis tentando restringir o uso que fazemos dele – como Henry Ford compreendeu muito tempo atrás – nós deixamos o gênio da liberdade de consumo sair da garrafa, não há como colocá-lo de volta”.

Carro e sexo são duas coisas que sempre andam juntas, não há como dissociá-las. O marketing de consumo construiu no imaginário humano esse símbolo de virilidade e independência. Todos desejam um carro seja qual for, isso da status, segurança e sensação de riqueza. O marketing esta sempre se apegando neste tema pode haver “n” variações, mas todas elas giram em torno de um eixo central, poder e sensualidade. Hoje o carro ocupa o primeiro lugar no desejo de posse de homens e mulheres antes mesmo da casa própria, tudo isso graças a marketing bem feito pela indústria automobilística e esse gênio da indução ao consumo é ainda muito jovem, surgiu realmente após a segunda grande guerra com idéias reacionárias de Paul Joseph Goebbels sobre o nazismo. Pensem “marketeiros” de plantão, quantos espaços existem a serem percorridos, produtos há serem salvos e lançados.

Sérgio Wagner diz: que bom que o marketing existe

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Financeiras descobrem classe média para produtos Premium

jornal Gazeta Mercantil 25/09/08

A classe média brasileira está realizando cada vez mais um sonho de consumo antes restrito aos mais ricos: a aquisição de um barco, possibilitada principalmente pela estabilidade econômica, dólar favorável e pela oferta nos últimos anos de linhas de financiamento que cabem no bolso da população que não pode comprar à vista. Uma das pioneiras na concessão de crédito para produtos náuticos, a Aymoré Financiamentos registrou alta entre 30% e 35% ao ano nesta carteira de empréstimos nos últimos cinco anos, informa André Novaes, gerente regional da área de crédito direto ao consumidor da empresa.

O marketing faz milagres cria nichos onde jamais seria imaginado. Vide telefone celular uma febre no mundo todo e há pessoas que têm mais de um. Todos que trabalham com marketing devem permanecer 24 hs no ar. Vejam o filão descoberto pela Aymoré (gerente de produto e ou marketing). Há 10 anos ninguém imaginaria vender, quanto mais financiar barcos para classe media isso era uma exclusividade da classe “AA”. Quando um mercado torna-se escasso para o seu produto, estimule outro filão, pois existem consumidores para tudo. Embora muitas vezes os próprios consumidores não saibam disso.

Sérgio Wagner diz: você faz o seu destino

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Machado de Assis e o Marketing - Um Verdadeiro Imortal

Não há espaço no marketing para aventureiros

revista veja

“Joaquim Maria Machado de Assis teve a mais improvável das histórias de sucesso literário. Nascido em 1839, no Rio de Janeiro, então uma cidade de 200 000 habitantes, era filho de uma lavadeira e de um pintor, e neto de escravos libertos. Sem nunca ter freqüentado uma universidade ou posto os pés na Europa, o autor cujo centenário da morte é lembrado no próximo dia 29 tornou-se a figura central da literatura brasileira de seu tempo. Mas conquistar a proeminência literária na jovem nação brasileira – cujo maior talento até ali fora José de Alencar – não é o fato extraordinário. O verdadeiro milagre é que Machado de Assis tenha se tornado um autor de primeira linha da literatura mundial, um mestre que pode ombrear, sem favor, com os expoentes do romance europeu, como o francês Flaubert ou o russo Tolstoi. E chegou lá depois dos 40 anos, com a publicação, em 1880, de Memórias Póstumas de Brás Cubas, ainda hoje o romance mais inovador (e engraçado) já escrito por um brasileiro. "É uma bobagem dizer que Machado de Assis foi um gênio. Ele se tornou genial à custa de muito trabalho", observa o crítico João Cezar de Castro Rocha, da UERJ”.

Meus amigos como sempre digo para meus alunos e a pessoas que me assistem em palestras por esse Brasil afora: todos nós que somos da área de marketing não seremos completos se não entendermos de Machado de Assis. Particularmente penso que devemos ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, uns dos mais ricos exemplos machadiano. Machado é um manancial de sabedoria suscitando a interpretações multiplas para todos que queiram fazer um marketing diferenciado, inovador e vendedor. Machado desenvolveu-se à custa de muito sacrifício e é só assim que se vence em marketing. Trabalho duro e observação constante te levará ao sucesso. Caso contrário, você será apenas mais um dos homens e mulheres que se dizem profissionais de marketing e não passam de aventureiros que nada têm acrescentar a essa profissão maravilhosa.

Sérgio Wagner diz: você faz o seu destino.

Pequeno Dicionário de Marketing III

Termos de Marketing usados do dia-a-dia,
...continuação
Pequeno Dicionário de Marketing Corporativo

Headcount - Número de pessoas (funcionários) que trabalham em determinada equipe ou empresa

Headhunter – Literalmente Caçador de cabeça, muito usado no mundo corporativo para identificar profissionais. Caça-talentos do mundo corporativo

Icone – Sinal identificador

Impacto – impressão variável causas no publico por um fato ou uma mensagem publicitária.

In Bound – No telemarketing é quem recebe as chamadas, receptivo

In Pack Gift – Prêmio que esta misturado ao produto

In-loco - No lugar em que determinada coisa acontece

Income – Rendimentos, income tax – imposto de renda

Insight - Percepção, momento em que novas idéias surgem

Intranet - Rede de comunicação interna e exclusiva das empresas

Intrapreneur - Empreendedor interno, pessoa que dirige uma unidade de negócios

Ipsis Litteris – Com as mesmas letras, igual ao texto desejado.

IVC – Instituto Verificador de Circulação, Órgão controlador da circulação de revistas

Job rotation - Rodízio de funções promovido pela empresa, para que o funcionário possa adquirir novos conhecimentos em setores diferentes e acumular experiências

Join Venture - Associação de empresas para explorar determinado negócio. De caráter não definitivo onde duas ou mais empresas se unem para formar uma terceira

Kick-off – Ponta pé inicial, dar o primeiro passo, iniciar uma atividade

Know-how – Conhecimento, experiência

Market share – Participação de mercado, fatia de mercado

Markup – É quantia adicionada ao custo que determinará o preço final do produto

continua na próxima semana...

Sérgio Wagner diz: você faz o seu destino.

Novo assistencialismo Gugu X Huck – A força do Marketing

Li na revista veja que Gugu Liberato e Luciano Huck estão trocando farpas por causa de seus programas. Principalmente nos quadros que reconstroem casas de pessoas necessitadas. Os dois se intitulam pioneiros ou donos dos horários ou das idéias “inovadoras”. Oras Bolas! Nessas alturas Silvio Santos o pai de todos os tipos de programas desta natureza já lançados no Brasil deve estar morrendo de rir. Se alguém entende de reality show neste país, este homem o “Senior do Baú” que também trouxe muitas idéias de outras TV’s espalhadas pelo mundo.

Realmente isso da muito Ibope e da mais ainda quando os homens de marketing de plantão das duas emissoras percebem que podem tirar um pouco mais destas discussões para fortalecer os seus clientes. Brigas arranjadas e aumentadas somente em nome do Ibope. Muitas vezes me pergunto por que fazem isso. Há muito mau gosto em todas essas situações, porem sempre o Marketing sabe tirar o que tem de melhor em seus produtos sejam eles quais forem. Como sempre digo o marketing não consegue destruir bons produtos por pior que sejam os gerentes de produtos, mas consegue segurar maus produtos por certo tempo. O Marketing e amoral e isento de ética as pessoas que o usam que são imorais e sem ética.

Sérgio Wagner diz: graças a Deus o Marketing existe.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

“Raikkonen irá ajudar Felipe Massa” – isso é liderança

*LANCEPRESS

“O chefão da equipe Ferrari de F-1, Stefano Domenicali, contrariou as declarações de Raikkonen. E declarou que o piloto deverá ajudar Felipe Massa nas próximas provas. ‘Com certeza Kimi fará o melhor possível para vencer as corridas, mas temos que considerar que Felipe está muito mais perto do líder”, completou Domenicali. Apesar do finlandês não assumir, Stefano Domenicali, chefe da escuderia italiana, afirmou que Kimi sabe de seu papel para o campeonato.”

Então vejamos: Isso faz a diferença em qualquer equipe (leia-se empresa), lideres têm que liderar e impor sua liderança nos momentos certos e decisivos. Só assim uma equipe pode ser vencedora. Gerentes que não gerenciam estão fadados ao fracasso e o que é pior levar a suas empresas ou departamentos ao fracasso.
Portanto você não deixe de tomar atitude nos momento certos pois a sua equipe espera isso, mesmo que fira os interesses de alguns. Mas, não se mostre fraco! Ninguém suporá um gerente indeciso, nem seus subordinados e muito menos seus pares.

Sérgio Wagner diz: lideres têm responsabilidades para com seus liderados.

Marketing é Vendas – foco no resultado


“Em alguns séculos, quando a história de nossos dias for escrita com uma perspectiva de longo prazo, é provável que o fato mais importante que os historiadores destaquem não seja a tecnologia, nem a Internet, nem o comércio eletrônico. Será uma mudança, sem precedentes da condição humana. Pela primeira vez, literalmente, um número substancial e crescente de pessoas tem escolhas. Pela primeira vez, elas gerenciam a si mesmas”.
“E a sociedade está totalmente despreparada para isso.”
PETER DRUCKER

Quero destacar que marketing e vendas têm somente um foco: “o resultado”. Qualquer coisa diferente disto será um desastre total para ambos. O marketing deverá ser planejado, monitorado e mensurado bem como as vendas. Vendas é marketing e Marketing é vendas, por mais que os gerentes de produtos, marketing e vendas digam o contrário e se engalfinham em batalhas desnecessárias e inúteis. Pois, um não vive sem o outro no mundo de hoje. Estas atividades que aparentemente são tão dispares e ao mesmo tempo tão dependentes, estão cada vez mais profissionalizadas, não há mais espaço para o “vendedorzão” e muito menos para profissionais de marketing despreparados.
Hoje o mercado é do consumidor. Ele (consumidor) determina quais praticas adotaremos para atendê-lo melhor. Poderemos aparentemente em algum momento ter a falsa idéia de que nós de marketing e vendas dominamos e gerenciamos nossos clientes, ledo engano. Mas, isso só acontece momentaneamente quando temos algo muito, mas, muito inovador. Inovações são temporais e passando o “boom” temos e devemos mesmo é nos preocuparmos com os nossos concorrentes. Isto porque os consumidores cada vez mais gerenciam suas próprias vidas e são donos de sua vontade. O que poderemos fazer e tentar conquistá-los, encantá-los todos os momentos de nosso dia, pois, se você não o fizer alguém fará por você.

Lembre-se: o consumidor sempre terá razão, por uma razão muito simples o dinheiro esta nas mãos dele.

*Sérgio Wagner Marques é professor, palestrante, consultor nas áreas de Marketing e vendas e conselheiro da Bellinati Perez.